Noroeste de SP concentra 60% dos casos de leishmaniose do estado em 2026
Regiões de Rio Preto e Araçatuba lideram casos da doença no estado; Andradina registra três ocorrências e um óbito foi confirmado em Fernandópolis
Por Redação | 03/10/2026 • 11h05
O noroeste de São Paulo registrou 60% dos casos de leishmaniose do estado em 2026. Das 22 ocorrências confirmadas pelo governo estadual, 12 ocorreram nas regiões de São José do Rio Preto (SP) e Araçatuba (SP). Um óbito foi registrado em Fernandópolis (SP). A região de Araçatuba (SP) é historicamente uma das mais atingidas.
Entre as cidades afetadas em 2026 estão Andradina (SP), com três casos, Votuporanga (SP) e Ilha Solteira (SP), com dois cada, além de Birigui (SP), Penápolis (SP) e Castilho (SP), com um caso cada. A doença é causada pelo protozoário leishmania infantum e transmitida pela picada do mosquito-palha. Se não tratada, pode ser fatal em até 90% dos casos.
A transmissão ocorre quando fêmeas do mosquito-palha picam animais infectados e depois picam seres humanos. O inseto se reproduz em locais com acúmulo de matéria orgânica. As prefeituras de municípios com novos casos, como Votuporanga (SP), realizaram vistorias nas residências vizinhas a focos para eliminar criadouros. Para se proteger, especialistas recomendam retirar folhas secas e restos de frutas do quintal, usar coleira repelente para cães e instalar telas nas janelas.





