Samanta Borini aciona Câmara contra Tody da Unidiesel por declarações em plenário
Atualizado: 27 de out. de 2025
Declarações feitas em sessão ordinária teriam extrapolado o campo da crítica política, segundo a prefeita.
Por Redação Mantaro | 27/09/2025 • 18h19

A prefeita de Birigui (SP), Samanta Borini (PSD), protocolou uma representação formal na Câmara Municipal contra o vereador Cleverson José de Souza, conhecido como Tody da Unidiesel (Avante), por suposta quebra de decoro parlamentar. O documento foi entregue em 22 de setembro e solicita que a conduta do parlamentar seja analisada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.
De acordo com a representação, o vereador teria feito declarações durante sessão ordinária realizada no dia 16 de setembro que, segundo a prefeita, ultrapassam os limites da crítica política e afetam sua honra pessoal, além de comprometer a dignidade do cargo que ocupa. As falas foram registradas em vídeo e publicadas no canal oficial da Câmara.
Entre as declarações destacadas no documento, estão trechos nos quais o parlamentar afirma: “Eu não vou dizer aqui se é ato de corrupção, eu não vou dizer aqui se é algum esquema, mas eu me preocupo...”; “Isso chama má gestão. Isso chama desrespeito com o dinheiro público.”; e “Tudo que está vindo para essa cidade é esquema, é meio ilícito.”
A prefeita argumenta que essas manifestações configuram abuso das prerrogativas do mandato, conforme o artigo 357 do Regimento Interno da Câmara Municipal, que trata das condutas incompatíveis com o decoro parlamentar.
Além da representação legislativa, foi registrado um boletim de ocorrência por calúnia, que foi encaminhado à Delegacia Eletrônica.
O documento solicita que a denúncia seja encaminhada ao Conselho de Ética e que sejam aplicadas, se cabíveis, as sanções previstas no regimento da Casa Legislativa.
Procurado pela Folha da Região, o vereador Tody da Unidiesel informou que irá respeitar os trâmites internos da Câmara e aguardar o posicionamento oficial da Comissão de Ética antes de se manifestar publicamente.
“Vou respeitar os trâmites internos e aguardar a decisão da Câmara e da Comissão de Ética sobre como irão proceder”, declarou.
O presidente da Câmara Municipal, Pastor Reginaldo Pereira (PL), também foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até a publicação deste texto.





